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WESLEY BATISTA VOLTA À PRESIDÊNCIA DA JBS

14-Sep-2016

Os ecos da Operação Greenfield, deflagrada pela Polícia Federal no dia 5 de setembro com o objetivo de investigar crimes de gestão temerária e fraudulenta cometidos contra grandes fundos de pensão do país (Funcef, Petros, Previ e Postalis), continuam a reverberar nos corredores da JBS. Mas, ao fim e ao cabo, tudo parece que voltará ao normal no comando da líder global em proteínas animais e maior empresa privada de capital aberto do país. Ao menos temporariamente.

 

Em comunicado enviado ontem pela manhã ao mercado, a companhia informou que, em razão do afastamento, por decisão judicial, de Wesley Batista da presidência­executiva, suas operações passariam a ser comandadas por José Batista Júnior. Irmão de Wesley, Júnior "Friboi", como ficou conhecido no meio político, é o primogênito do fundador José Batista Sobrinho, que lideraria o conselho de administração da JBS no lugar de Joesley Batista. Joesley, irmão mais novo de Júnior e Wesley, também seria substituído pelo pai na presidência da holding J&F, que controla a JBS e empresas como Vigor, Alpargatas, Banco Original, Flora e Eldorado Celulose ­ esta última em posição central nas investigações conduzidas pela PF.

 

Ocorre que, no início da noite, decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal ­ o mesmo que havia afastado Wesley e Joesley de suas funções ­, permitiu a volta imediata dos irmãos a seus cargos. Nos termos do acordo fechado com o Ministério Público Federal (MPF) e acatado pela Justiça, a J&F terá que fazer um depósito de R$ 1,5 bilhão em juízo até o dia 21 de outubro ou oferecer garantias nesse valor.

 

A procuradoria solicitou que a 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal suspenda as medidas cautelares impostas tanto a pessoas físicas quanto a pessoas jurídicas ligadas ao conglomerado. Além do afastamento de Joesley e Wesley de suas funções gerenciais e administrativas, as cautelares incluíam bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens e ativos,. A garantia financeira definida foi uma forma de assegurar que, no caso de haver condenação no fim do processo criminal, os recursos sejam aplicados para ajudar a recompor o desfalque dos fundos.

 

As investigações envolvendo investimentos feitos pelas instituições começaram em 2014, como resultado da Operação Lava­Jato. Entre os várias aplicações analisadas pela força­tarefa que cuida do caso, está o aporte de R$ 550 milhões feito, entre 2009 e 2010, pela Funcef e Petros no FIP Florestal. Cada fundo de pensão investiu R$ 275 milhões no FIP e, de acordo com relatórios técnicos que integram a base de dados da investigação, há indícios de que os ativos do FIP Florestal tiveram preços superestimados e que houve ilicitudes na aprovação dos investimentos.

 

Para fixar o valor da garantia, os investigadores consideraram o total investido e a taxa interna de retorno calculada pelos órgãos técnicos do Fundos de Pensão no processo de aprovação dos investimentos. Aos R$ 550 milhões foram aplicadas a correção do IPCA mais 10,37% ao ano. Pelos termos do acordo, ficou estabelecido que, caso o compromisso seja cumprido até 21 de outubro, a Justiça poderá revogar em definitivo as medidas cautelares. Caso contrário, elas voltam a valer.

 

Mesmo com uma valorização de 1,5% ontem, as ações da JBS acumulam queda de 5,3% desde que a Operação Greenfield foi deflagrada.

 

Por André Guilherme Vieira, Fernando Lopes e Fernanda Pressinott

 

Fonte: Valor

 

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